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domingo, 3 de abril de 2016

Excerto das Desgraças

Parte 1 - Morte feita

Meu caro amigo
Com a morte da mãe sonhar
A ti ou ninguém, desejo
É um grande vazio, imenso
Que se aloja

E as perguntas sem respostas
Que temos tanto e não fizemos
Só ficará um corpo imóvel
Que desfaleceu

Que segurei em meus braços
Mas que força nenhuma tive
Para impedir o jazigo
Para conter-lhe o fim próprio.

Parte 2 - Morte vivida

A gramínea está fodida
A história não termina aí
Posso ter a grama boa
Perseverar é a chave

Pensei bem de leve
Me jogar pra verde ilusória
No entanto sabia que
Era suicídio

Reconhecer desgraça em vida
É desafio maior
Se jogar para chegar antes
Só quando a sanidade se for.