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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Observações Antropológicas - 01

Isadora S.


O discurso por uma dialética que não fala e nem se traduz. Refletir sobre um monte de nada é o que mais se observa nos discursos atuais. Com propostas em teoria estéticas mas que não fazem refletir.

Um dos grandes problemas da atualidade. Temos muitas pessoas discutindo e fazendo nada. Por mais absurdo que soe, é possível fazer algo e ao mesmo tempo não fazê-lo quando este feito em nada se resulta, traduz, ressignifica, complementa, amplia.
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Por exemplo:

Existem milhões de pessoas que desejam cursar o ensino superior no Brasil e até hoje o contingente de vagas abarca poucas pessoas de modo geral. Em sua maioria, os estudantes oriundos de colégio privado entram para os cursos clássicos. Enquanto isso, possuímos poucos alunos da rede pública presente nos mesmos.

Hipótese: Essa informação é de conhecimento geral. Sabemos que nossa educação pública é deficiente. Sabemos que são poucos os familiares que possuem condições de bancar um curso preparatório para os filhos que estudam em colégios públicos.
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No entanto, em uma última visita (2013) que fora realizada ao Colégio Estadual Raphael Serravalle, situado em Salvador-Bahia, observa-se que os alunos haviam ganho uma nova perspectiva quanto ao ensino superior. Não lhes parecia tão distante quanto antes. A maioria entrevistada pretendia fazer um curso. Medicina, Letras Vernáculas, Composição e Regência, dentre outros. Mesmo que o objetivo não fosse necessariamente um curso de ensino superior, todos almejavam realizar alguma profissionalização para com a sua área ou desejavam algum curso que abarcasse uma formação real para DJ por exemplo.
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O governo tem propiciado atualmente através de cotas sociais, a diminuição do desfalque ocorrido historicamente para favorecer o acesso de estudantes menos favorecidos oriundos de colégios públicos. No entanto, não adianta propiciar vagas se os mesmos não possuírem diretrizes de apoio. Provavelmente desses que adentraram ocorrerá um sério risco de evasão.

Precisa-se reforçar os pilares estudantis básicos (fundamental e médio). Para isso, precisa-se reformular o método de ensino, reformar o ambiente de estudo, analisar propostas feitas por pesquisadores brasileiros acerca da temática, criar instalações favoráveis à aprendizagem. Observar algumas aplicações já realizadas por alguns professores em determinados colégios ao redor do país. O objetivo final é conscientizar, formar e capacitar.

Aproximação histórica para com a região onde vivem é outro aspecto de suma importância para que os mesmos elevem sua autoestima e assim possam entender e modificar sua realidade.

Para o ensino superior é necessário mais docentes, precisa-se de menos salas vazias em determinados institutos, reforma nas estruturas e ampliação de arsenal tecnológico ao dispor de toda comunidade acadêmica para trabalhar e aprender a realizar boas construções para não colocar em risco a vida de pessoas.

O vestibular é um método competitivo. Implica em colocar o candidato sob pressão e testa sua capacidade de memória sobre alguns fatos e capacidade de raciocínio em outros. Continuamos com um critério de escolha bastante instável e pouco plausível. Acertar mais questões não prova necessariamente que o indivíduo sabe aplicar todo o conceito que absorveu. Há algumas pessoas que leram bastante mas continuam sabendo muito pouco. Isso ocorre por dois fatores: 1. Durante o período de formação clássica não lhe impõe questões e sim soluções. 2. Não há um estímulo na maioria das formações para que os indivíduos realmente pensem, eles apenas reproduzem o conhecimento e reproduzir o conhecimento não os torna críticos.
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Assim, conclui-se que nesse período transitório ocorram sérias reformulações educacionais para que o país se desenvolva melhor e para que os indivíduos que o compõem tenham o direito de serem reais cidadãos e não meras máquinas reprodutoras em todos os aspectos.

domingo, 7 de setembro de 2014

Lálá

Tudo está uma bagunça. 
Preciso me arrumar com você.



















nota: Quando os poetas falam com outra pessoa, nem sempre estão se referindo à outra pessoa. Por vezes é a si próprio.