What?

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sobre Ariano ter morrido e eu não ter condições de estar em dois lugares ao mesmo tempo

Agosto é o mês do desgosto
E
Todo mundo
Morre
Em
Julho.

Sobre os sonhos exóticos - parte 1

Não é todo dia em que se vê Hitler e Mussolini juntos em expressão amena, sem tropas por perto apenas parados a uma certa distância de mim e mais duas colegas de sonho desconhecidas da vida real, sendo uma dessas sensitiva e tão sensitiva que ela me fez ver os dois.

Certo, não fez muito sentido a maneira que lhes contei, mas, começou assim...

Era difícil ter precisão quanto ao tempo estranho que possuía aquela cidade. Não parecia noite, tão pouco dia. O clima também era quase impossível de se mensurar, mas, não fazia calor nem frio. Acompanhada de duas colegas e localizadas numa arquibancada surreal, vimos que havia ocorrido um acidente de carro com uma idosa, sua cabeça pendia para o volante, parecia estar desmaiada. Não tínhamos como intervir por ela, apenas observar. Diante disso, uma das colegas olhou para mim e me disse, olhe quem está ali, e fiquei um tanto receosa de olhar pois sabia que sendo ela sensitiva, provavelmente eu veria qualquer coisa que me indicasse.

Pois vi.

Hitler. Novo, localizado em pé, atrás do carro da senhora. Assim minha colega falou mais uma vez, olhe novamente, estava outro ser um pouco menos gravado em minhas memórias, portanto eu não o reconhecia, este também com uma expressão branda, olhou para nós e acenou de maneira bem tranquila, estava em pé à esquerda de Hitler. Depois dando uma pesquisada em fotos, vi que provavelmente poderia ser Mussolini. Assim o sonho mudou.


Depois lhes conto a outra parte dessa noite de sonhos surreais e tal.

domingo, 6 de julho de 2014

Descobri
Que as minhas perguntas
Movem até
As minhas respostas

Elas
Estavam sempre aqui
Diante de mim
E eu estive procurando longe

sábado, 5 de julho de 2014

O que desaponta - Crônica

Em passos mais densos e lentos que o de costume, entraram num dos milhares de lugares que existem e oferecem bebida igual.
- Você não faz ideia do que acontece - disse ele com um olhar distante com uma feição vazia e uma voz fraca quase como num sussurro. - Estou confuso com isso que acontece conosco. É muito assustador, eu não sou acostumado com essas coisas.
- E só agora decide dizer isso? - ela retrucou buscando encara-lo, expressava uma certa agonia que gritava para quem a observasse, embora não houvesse muitas pessoas naquele lugar.
- Sim, me desculpe. - suspirou.
- Sabe o que me desaponta? - nesse momento, ele a fitou e ambos se encararam. - Sua ausência de sinceridade. - levantou da mesa do pequeno bar esquecido nas avenidas sufocantes da grande São Paulo e partiu sem dizer adeus.

O que é isso?

Que invade de maneira sorrateia o meu ser?
Assim sem ver, eu sabia o que estava ocorrendo.
Preferi fingir que não era
Seria mais fácil de fugir depois

No entanto tem ficado
Cada vez mais insano
E cada instante mais
Eu gosto

É assim mesmo

Convivendo
No meio deste mundo perplexo
Entendendo o que não gostaria

Lendo coisas e refletindo em demasia
O que se lê não são livros
Como ler teus olhos fugidios?
Deixo que o tempo floresça lembranças

 Toda agonia se resume
Em muitas vontades
E poucas realizações
Mas não por falta de tentativa!

Afinal
Jamais sabereis tu, quem sois
E eu que sigo
Sem saber de quase nada.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Prefiro

Prefiro a noite
O rio do que o mar
O inverno do que o verão
O outono do que a primavera
O doce do que o salgado
O camarão do que o peixe listrado
O caminhar do que o andar de carro
O gosto simples do que o requinte
O carinho do que o convite
O hoje do que o limite
O sincero do que o palpite
Sou péssima com metáforas
Prefiro a noite.