What?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Espelho do eu - Capítulo 1: Observar.

Como se já não bastasse refletir, ele assustava. Fechar a porta com a luz acesa e olhar para ele era aceitável. Apagar a luz portanto e continuar fixamente a olhar para ele, era tenebroso. O que afinal aconteceria se demorasse mais um pouco? Não sabia. Sempre voltava a acender antes que qualquer mal lhe ocorresse. E saia do banheiro intacto. Era lá que o mal se encontrava. E não sabia porque. Talvez fosse pelas histórias que lhe contaram, mas, já temia antes mesmo de ouvir falar sobre contos de terror. Afinal, o que há por detrás do espelho? E as vezes sentia que algo lhe seguia. Havia um quadro, um pequeno quadro oval, que lhe seguia com os olhos para onde fosse. Aquilo lhe preocupara. Decidiu então engaveta-lo. E decidiu isso ainda criança. Não gostava do quadro e pronto. Tinha medo do escuro. Então talvez não fosse medo do espelho mas sim, do escuro. Tinha medo de ambos. Sua vida foi recheada de medos. Era intrigante como perdia horas a fio a se observar. Considerando o espelho seu amigo, acreditava que alguém pudesse lhe observar dali. Mas ao ficar no escuro, temia o contato com o desconhecido. Sua sensibilidade um tanto quanto acima do normal lhe fazia temer o escuro. Parar, diante do espelho e observar. Se observar de todos os ângulos. Ali diante do espelho, um vulto passou. Coração pulsa, corpo libera adrenalina. Passou. Não havia ninguém na casa além de si mesmo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Espelho do Eu - Prólogo.

Como faz pra matar uma parte de si que desconhece? Uma parte oculta que te cutuca e se esconde na sombra? Que parte oscura é esta que se esconde por detrás de mim? Que outro eu sinistro é esse? É a minha verdade ou minha vingança? Meu ódio ou minha mentira? Minha dor ou meu repúdio? Um enigma que não quero desvendar se forma. Um oceano profundo e frio coberto por uma superfície congelada. O que há no fundo deste? Que do espelho reflete a face. Do que sou ou do que almejo? Ambos feitos ou todos desconstruídos e distorcidos? Só me resta olhar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Saga Capilar - parte 2

Então, fiquei de publicar a continuação e a situação atual de meus cachinhos. E aqui estou. Estou confusa a respeito das cores, andei querendo mudar novamente, mas, ainda nada muito certo. Eis aqui a versão deles vermelhos.


5.62 da Garnier

Alfaparf 6.66
Nesta época eu sabia bem pouco sobre cores, colorimetria e tal. Depois que aprendi, achei bem interessante e ele ajuda bastante na hora da escolha de uma cor. Vale ressaltar que há padrões de números para certas cores, enquanto isso, outras empresas utilizam outro tipo de numeração, então, é bacana conferir aquela tabela de cores com as mechas. Depois disso, pintei mais uma vez com alfaparf e parei. A cor desbotou, mas, ficou bacana. O interessante que achei da alfaparf é que ela não desbotou para uma cor feia.

Manhã.

Manhã.
Tarde.
E em seguida, a última e atual cor:





Luz artificial
Apesar da cor ser bonita, o desbotamento dela cai pra uma cor não muito agradável, mas, depois, estabilizou. Provavelmente desceu 1 tom. Em breve tiro novas fotos e posto aqui, após 1 mês. E aí?

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

21.11.12

- Faz um pedido. - disse em tom animado para mim.
- Como assim? - eu não sabia porque fazer um.
E então ela me explicou.
Até então eu não tinha ideia do que pedir. E o pedido que pensei a princípio eu já tinha feito e ele já estava realizado. Então, sendo assim, fiz um pedido novo. Ela também fizera um pedido. Fiquei me perguntando se ela fizera um pedido ligado. Eu sei que depois de pensado, o fiz.
- Vai acontecer. Sempre realiza. - me confirmou com ênfase.
- Então está certo. - respondi feliz.
Então está feito.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

19 de novembro. 14 horas. Anotando no caderninho.

"Não gosto de coisa metódica. Começo arrumando e depois fico sem paciência. É um saco ficar arrumando tudo. Gosto da minha bagunça. Ser forçada a organizar confunde minha mente. Muitas coisas nesse sistema não tem sentido para mim. Eu continuo a cometer gafes sem notar com a Ká. O pior disso tudo é que não me lembro de nada."

p.s. Fico me perguntando o que será isso.
p.s.2. Estou fazendo de tudo para melhorar ao máximo.

domingo, 18 de novembro de 2012

...Liberdade sempre? 02#

Ah! A liberdade! Estou vendo cada dia que passa que estamos numa grande prisão, uma prisão globalizada. Estamos num grande globo com flocos de neve em seus polos. E agora vamos partir para outra questão, a capacidade de movimento neste globo. Para nossa sorte, ele possui uma extensão que nos proporciona girá-lo e dá pra morrer antes de conhecê-lo por inteiro, caso contrário, seria angustiante conhecer tudo e não ter nada de novo para explorar, pelo menos, digo isso as pessoas com espíritos aventureiros. A grande graça da aventura é a capacidade de conhecer coisas novas. Ainda bem que há muita coisa para explorar. Ser livre é a sensação mais enérgica, porque quando se é livre, podes tudo, com seus limites éticos. Não é coerente ser livre oprimindo o outro. Eu ainda não sou livre como hei de ser. Quando eu for, irei relatar a respeito disso.

O amor nos prende, o amor nos deixa livre sim, mas, temos uma ligação a alguém. E não podemos mais partir quando bem entendemos pois deixaríamos o outro preocupado, com saudades nossas, com ciúmes em seus casos mais extremos. O amor a outro, nos torna mais cautelosos.

A liberdade que temos não existe. É ilusão. A realidade é que estamos ferrados. Ser livre é de certa forma ir contra a maré. Enfim, a liberdade sempre irá exigir algo de nós. Ela não, mas, o sistema sim. Ou irá exigir, ou retirar. Tudo.

Enquanto matéria, estamos magnetizados e presos. Nos movemos mas estamos sempre presos. A tecnologia nos consome, destrói o que somos, colocam coisas em nossas mentes, nos dão a falsa ideia de vida e assim seguimos.

E você, acha que somos livres?

sábado, 17 de novembro de 2012

Momento de tensões

Eu sobrevivo. É um saco suportar essas coisas. Esses comportamentos, essas reações esperadas, essas atitudes não realizadas, esse falso afeto. As emoções borbulham, e tenho muito desgosto por essas pessoas ruins. Esse mundo ruim. Esse ponto no meio do universo é podre. A natureza é natural enquanto nós somos sintéticos. Isso é muito cruel, é frio. Isso dói. Ver além dói muito. Já não há mais graça em ver o comportamento malicioso e destruidor. É doentio conviver com tudo isso, é triste. Esse mundo há de perpetuar assim, e esse é apenas mais um escrito de dor que não irá tão longe.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Barquinho

Eram dois barquinhos
Apenas dois
Que se encontraram
Em meio ao mar
Jogou-me a corda
Eu segurei, depois soltei
Joguei-lhe a corda
E nós estamos a navegar
Num barco só, a sós
Enfim nós

Era nós dois
Um só barquinho
Um só amor
Mesma emoção
Em sintonia
Que tempestade enfrentou
E finalmente
Chega  no seu cais
Que ancora no porto,
do amor.

domingo, 11 de novembro de 2012

Tatuagem

Ela me olha
Não sei o que quer.
O que tem em mim,
dona moça?

Outro sinal no braço
Sem olhos de mel
São escuros
E profundos

Quer me avisar?
Talvez conversar?
Se cuide
Até outra vez

Quer meu contato,
retrato, ou,
fato que nem sei
Então se cuide, quem sabe outra vez.

Se tu acha meu ser engraçado
Não se encante, aqui não tem vez.
Sou 100%
Não quero mais 3.

Porque
Eu já sou dela
E ela sou  eu
Já tenho meu cais.

sábado, 10 de novembro de 2012

Sobre o domingo, amigos, filme

Afinal, nem tudo são mágoas. Amanhã vou sair ao encontro de dois amigos meus. Inclusive irei ver uma amiga que faz parte do Isa Sem Neura desde o começo. Yô. Irei ver o Ozzy também. Se você quiser ir, está convidado também. Se não assistirmos filme, iremos conversar sobre a vida em vários aspectos. Preciso desenvolver o projeto Suburbana o quanto antes. Pretendo formar um grupo com amigos e realizar gravações. Preciso de um emprego e estou à procura. Qualquer coisa, aos mais íntimos que quiserem saber aonde vamos, pergunta in box.

Que pena.

Hoje não estou bem.
Provavelmente é a tirana de emoções me atacando de dentro pra fora.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dias, mudanças, paz

Sabem, estou passando por uma série de coisas e desde então não tive muito tempo para publicar algo relevante. Só tenho feito pensamentos cortados, poemas, nada que pudesse ser tão claro quanto este texto aqui. Eu estou bem, como nunca estive antes. Estive acordando cedo por conta do curso, parecia um zumbi certos dias de tanto sono. Fiz a prova do Enem. Assisti uns filmes. Li Bangüê de José Lins do Rego. É um bom livro, você consegue sentir como se o autor estivesse falando com você. Ando muito mais quieta do que o comum, estou com pouca vontade de conversar. Assisti ao primeiro episódio de American Horror Story e está muito bom. Ia ver o segundo mas, acabei dormindo, ia ver o terceiro e acabei esquecendo. Fiz  mudanças no cabelo e pretendo fazer outras. Vou deixar o cabelo crescer pela praticidade, mas, tento pensar em algo pra ele. Até então quero o ruivo cobre, mas, ainda não sei se irei permanecer com a cor, já estou pensando em mudar. Vou olhar uns sites para ver se me inspiro. Preciso praticar mais violão, preciso praticar minhas músicas. Estou sem ideias para fotografar, meu celular também não colabora muito ultimamente. Apesar disso tudo, estou em paz.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

É

não é
talvez
outrora
ao invés
revés
findou-se
refez
voltou.

Dor passou
o amor
nunca se foi
portanto,
somos
mais do que nunca.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Qual a sua tribo?

Cada indivíduo tem suas necessidades. As pessoas possuem gostos em comum. E quando isso não acontece, o que se pode fazer? Gênero Alternativo. Você desconstrói um pouco de cada coisa e tenta se formar. Isso forma um novo gênero. Então, se ainda assim você não conseguir fazer parte, o que você faz? Crie algo seu. Simples e eficaz. Você não precisa se encaixar nas formas do mundo que ainda possui várias lacunas. Crie sua peça e encaixe-a no mundo. Talvez outros estejam com esses mesmos anseios teus.

domingo, 4 de novembro de 2012

Flor de Capersil

Eu amo-te além do que poderia ser visto. Além do que pode ser visto.
O fato externo é apenas um agregado do que me fez apaixonar por dentro.
Involuntariamente mas em concordância o músculo de carne palpita. 
E as veias comprimem e pulsam desesperadamente quando enfim partes.

O encanto ao primeiro inspirar, 
Ao tato.  
Me surgira 
de dentro para flora, 
em flor 
aflora. 
Floresceu e inebriou meu coração. 

Assim é 
Flor de Capersil.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Móbile

Que o escárnio da pele se propale.
Que a dor rasgante [des]ampare.
Que daqui por diante isso passe.

Disseram me amar.
Partiram, 
nunca mais voltaram (e nem voltará).
Foi pai,
Segunda Mãe,
 que logo fora substituída por outra que se foi
com um infarte em sua alma.

Ser vivo
que nasce entre mortos
junto deles
está[rá] em casa[?].